Política
Parlamentar viajou para os Estados Unidos após determinação do Supremo Tribunal Federal para entrega de passaportes
O senador, candidato derrotado no pleito presidencial de 2026, encontra-se nos Estados Unidos após deixar o território brasileiro. A saída ocorreu em uma operação logística que envolveu deslocamento terrestre até a Argentina e, na sequência, um voo particular com destino à América do Norte. O movimento foi realizado após o descumprimento de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenava a entrega de seus passaportes e impunha a proibição de deixar o país.
A família do parlamentar cruzou a fronteira terrestre na noite de 27 de outubro, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Porto Iguaçu. De lá, seguiram em jato particular com escala no Equador, chegando a Miami na manhã de 28 de outubro. A Polícia Federal investiga agora a rede de apoio que viabilizou a viagem, apurando se houve uso de recursos públicos ou partidários para contornar a restrição judicial.
O parlamentar é alvo de inquéritos no STF que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção. Entre os temas investigados estão o financiamento de produções audiovisuais e irregularidades financeiras. Além disso, o ministro do STF abriu apuração sobre denúncias de financiamento estrangeiro ao seu partido e possível interferência externa no processo eleitoral.
Já em solo americano, o senador divulgou carta contestando o resultado das eleições sem apresentar provas e autodeclarou-se líder da oposição, posicionamento que diverge da postura oficial de sua legenda, que reconheceu a vitória do presidente da República. O episódio gerou críticas entre parlamentares brasileiros, que classificaram a saída como um abandono das responsabilidades políticas.
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