Especialistas avaliam impacto do fim da escala 6×1 no mercado de trabalho

Especialistas avaliam impacto do fim da escala 6x1 no mercado de trabalho
A possível extinção da escala de trabalho 6x1 pode gerar um aumento pontual na informalidade, especialmente em pequenas empresas, mas não deve causar uma crise generalizada no… — Imagem: Fabiano Polayna/Siemaco-SP

ECONOMIA

A avaliação é de especialistas que acompanham as discussões sobre a redução da jornada semanal.

A possível extinção da escala de trabalho 6×1 pode gerar um aumento pontual na informalidade, especialmente em pequenas empresas, mas não deve causar uma crise generalizada no mercado de trabalho brasileiro.

Impacto prático

  • Situação atual: A taxa de informalidade no país atingiu 37,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados do IBGE.
  • O que muda: A transição da jornada de 44 para 40 horas semanais será escalonada, visando amortecer os efeitos sobre os custos operacionais das empresas.
  • Quem é afetado: Pequenos negócios e setores com margens reduzidas, que podem buscar alternativas como a reorganização de turnos ou o repasse de custos aos preços.
  • Próximos passos: O governo federal planeja enviar ao Congresso medidas de apoio, incluindo perdão de dívidas para empresas do setor de eventos no Simples Nacional e linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES.

Analistas apontam que a maior parte da força de trabalho já opera na escala 5×2, o que limita o impacto da mudança. Embora exista a preocupação de que empregadores possam optar por contratações informais para evitar o aumento dos custos com encargos trabalhistas, o cenário de desemprego em patamares baixos reduz a probabilidade de demissões em massa.

Para mitigar riscos, especialistas sugerem o fortalecimento de mecanismos como o banco de horas e a facilitação de contratos por tempo parcial. Além disso, defendem que a formalização deve ser incentivada por meio de benefícios reais, como acesso facilitado a crédito e compras públicas, tornando o custo da informalidade menos atrativo para as empresas.

A estrutura produtiva brasileira, marcada por disparidades regionais e empresas de baixa produtividade, continua sendo o principal desafio para a redução consistente da informalidade, que permanece como um entrave estrutural ao desenvolvimento econômico.

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