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O processo enfrenta desafios técnicos devido à natureza dos danos nos corpos encontrados no local do acidente, em Urda, a 150 quilômetros ao sul de Madri.
As autoridades espanholas intensificaram nesta sexta-feira (31) os trabalhos de identificação das vítimas da colisão entre dois trens, ocorrida na última quarta-feira (29), que resultou em ao menos 69 mortes.
Equipes de resgate, auxiliadas por cães farejadores e guindastes, continuam a busca entre os destroços dos vagões. Até o momento, 12 vítimas foram formalmente identificadas, enquanto 67 denúncias de desaparecimento permanecem ativas. Entre os desaparecidos, há 14 cidadãos estrangeiros de diversas nacionalidades. Além dos óbitos, 39 pessoas seguem hospitalizadas com quadros clínicos considerados estáveis.
A investigação preliminar aponta que o acidente foi desencadeado por uma falha de informática que paralisou o tráfego ferroviário. Segundo o governo, o centro de controle em Madri teria autorizado indevidamente a retomada da marcha de um trem da estatal Renfe, que atingiu em alta velocidade outra composição da empresa Iryo, que permanecia parada na via.
O governo central reiterou o compromisso com a transparência e a assistência às famílias, enquanto o setor de transportes enfrenta pressão política e a convocação de paralisações por parte de sindicatos de maquinistas para novembro, em protesto por melhores condições de segurança no sistema de alta velocidade.
Entenda o caso
- Onde e quando: O acidente ocorreu na última quarta-feira (29), no município de Urda, região de Castilla-La Mancha, na Espanha.
- Principais informações: Uma colisão entre um trem da Renfe e um trem da Iryo deixou ao menos 69 mortos e dezenas de feridos.
- Medidas anunciadas: O governo mobilizou forças estatais para a identificação das vítimas e iniciou uma investigação sobre a falha de comunicação do centro de controle.
- Próximos desdobramentos: A continuidade das buscas e a apuração das responsabilidades técnicas e administrativas seguem como prioridade, em meio a um cenário de instabilidade política e greves agendadas para novembro.
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