ECONOMIA
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo, o último leilão de transmissão de energia do ano. O certame resultou na negociação de oito lotes, que preveem investimentos totais de R$ 8,9 bilhões e a criação estimada de mais de 20,3 mil empregos diretos e indiretos. Os projetos abrangem a construção de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e a ampliação da capacidade de transformação em 12.694 megavolt-amperes (MVA). As obras serão executadas na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo, com prazos de conclusão entre 42 e 60 meses e concessões de 30 anos. A disputa foi marcada por alta concorrência, com deságios que atingiram até 57,08%. O lote 1, localizado na Bahia, foi um dos destaques, exigindo 150 lances em viva-voz antes de ser arrematado pela Neoenergia. Outras empresas vencedoras incluem Celeo, Cymi, Cox Brasil e EDP. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a Receita Anual Permitida (RAP) — remuneração paga às transmissoras pela prestação do serviço — foi o principal critério de disputa. Entre 2023 e 2026, os leilões de transmissão no país acumularam R$ 69,64 bilhões em investimentos previstos, valor que alcança R$ 77,54 bilhões após correção pelo IPCA. Informações: Aneel.
Impacto prático
- Situação atual: O leilão foi concluído nesta sexta-feira (30) com a definição das empresas responsáveis pelos oito lotes.
- O que muda: O sistema elétrico nacional receberá reforços em diversas regiões, ampliando a capacidade de escoamento de energia e a estabilidade do fornecimento.
- Quem é afetado: Consumidores e setores produtivos nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.
- Próximos passos: As empresas vencedoras deverão assinar os contratos de concessão para iniciar o cronograma de obras, que varia de 42 a 60 meses.
© Tribuna Livre Brasil. Todos os direitos reservados.