Distrito Federal
Fiscalização de contratos, equilíbrio das contas e atendimento em saúde, educação e transporte estão entre as prioridades anunciadas pelos distritais.
A governadora Celina Leão contará com uma base majoritária na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) no mandato que começa em 2027. A oposição, que passará de seis para sete parlamentares, anunciou que concentrará sua atuação no acompanhamento das despesas e dos contratos públicos.
Reeleita no segundo turno de 2026, Celina obteve 57,18% dos votos válidos, contra 42,82% de Leandro Grass, com todas as urnas apuradas. As posições dos deputados para a próxima legislatura foram divulgadas em 2 de novembro de 2026.
Prioridades para a fiscalização
Gabriel Magno, líder da minoria, afirmou que o grupo cobrará transparência nos gastos e nos repasses do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Segundo o parlamentar, a bancada já encaminhou questionamentos aos órgãos de controle sobre movimentações no Banco de Brasília (BRB), contratos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e problemas na assistência social.
Chico Vigilante disse que acompanhará contratos de prestação de serviços e defenderá servidores e trabalhadores terceirizados. Também se declarou disposto a apoiar propostas de interesse coletivo, mas contrário a medidas que reduzam direitos ou prejudiquem o serviço público.
Max Maciel apresentou como prioridades o transporte público, a manutenção do metrô sob controle estatal e as questões ambientais nas periferias. Defendeu diálogo com comunidades e conselhos locais e cobrou agilidade do governo para evitar a perda de recursos federais.
O deputado eleito Múcio Botelho afirmou que pretende adotar uma atuação independente e técnica. Disse que buscará fiscalizar a gestão e manter o diálogo com o Executivo para viabilizar projetos.
Aliados defendem diálogo e equilíbrio das contas
Pepa, líder do governo na Câmara, defendeu uma relação de respeito entre os poderes. Roosevelt Vilela afirmou que o apoio às propostas do Executivo deve coexistir com a fiscalização parlamentar e a independência do Legislativo.
Hermeto cobrou o equilíbrio das contas públicas e vinculou a melhora dos serviços e a recomposição salarial dos servidores à solução das dificuldades financeiras do Distrito Federal. Saúde, educação, cultura, esporte e transporte foram citados por ele entre as áreas que exigem atenção.
Martins Machado declarou que manterá o apoio a Celina e defendeu uma parceria com o Executivo que inclua a cobrança de resultados.
Maioria exigirá negociação entre aliados
Para Leandro Gabiati, cientista político e professor do Ibmec Brasília, o desafio do próximo mandato será coordenar uma base numerosa, formada majoritariamente por forças de centro e centro-direita, sem reduzir a autonomia da Câmara.
O analista observa que a escolha da Mesa Diretora, a organização das comissões e as pautas de cada bancada exigirão negociação entre aliados. Para a oposição, aponta pedidos de informação, audiências públicas e acompanhamento do orçamento como instrumentos de fiscalização que vão além das votações em plenário.
Gabiati também ressalta a necessidade de diálogo entre o governo distrital e o federal, de esquerda, especialmente nas questões ligadas ao Fundo Constitucional do Distrito Federal.
Impacto prático
- Situação atual: Celina Leão foi reeleita com 57,18% dos votos válidos e terá apoio majoritário na próxima legislatura.
- O que muda: A oposição passará de seis para sete deputados na CLDF a partir de 2027.
- Prioridades anunciadas: Contas públicas, contratos, serviços essenciais e direitos de trabalhadores estão entre os temas apresentados pelos parlamentares.
- Próximos passos: A nova legislatura começa em 2027; a composição da Mesa Diretora, das comissões e a negociação de propostas farão parte da articulação política.
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