BRASIL
A população de baleias-jubarte no litoral brasileiro registrou um crescimento expressivo nas últimas três décadas, saltando de cerca de 1,5 mil indivíduos no início da década de 1990 para mais de 35 mil na estimativa recorde de 2022. O resultado marca a recuperação da espécie, que esteve ameaçada de extinção até a proibição da caça comercial no país, em 1987, e a intensificação dos esforços de conservação.O trabalho de conservação, que completa 30 anos de formalização institucional em 2026, utiliza técnicas como a identificação fotográfica das caudas dos animais, cujos padrões funcionam como impressões digitais. Além do monitoramento, a iniciativa promove educação ambiental e apoio acadêmico, tendo recebido mais de 700 estagiários e contribuído para a publicação de mais de 130 artigos científicos. Apesar da recuperação populacional, o instituto alerta para a redução na taxa de natalidade observada em temporadas recentes, possivelmente ligada a alterações na disponibilidade de alimento nas áreas de alimentação polar. Informações: Instituto Baleia Jubarte.
Impacto prático
- Situação atual: A espécie saiu da lista de animais ameaçados de extinção em 2014, consolidando o sucesso das ações de proteção.
- O que muda: O monitoramento contínuo, realizado pelo Instituto Baleia Jubarte, permite entender rotas migratórias e hábitos reprodutivos, além de investigar novos desafios ambientais.
- Quem é afetado: O ecossistema marinho e o setor de turismo de observação, que acompanha a migração anual dos animais da Antártica para o arquipélago de Abrolhos, na Bahia.
- Próximos passos: Pesquisadores focam agora em mitigar impactos das mudanças climáticas e da poluição por microplásticos, que afetam a disponibilidade de alimento, como o krill.
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