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Desmatamento no Cerrado atinge menor índice da série histórica

Ilustração editorial genérica sobre informação e jornalismo
O Cerrado, bioma reconhecido como o "berço das águas" do Brasil por abrigar nascentes de bacias hidrográficas fundamentais, registrou uma redução de 23,8% na taxa anual de desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026. — Imagem: Divulgação

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Apesar do resultado positivo, a destruição permanece concentrada na região do Matopiba — que engloba áreas do Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia —, responsável por 74,3% de toda a vegetação convertida no período.

O Cerrado, bioma reconhecido como o “berço das águas” do Brasil por abrigar nascentes de bacias hidrográficas fundamentais, registrou uma redução de 23,8% na taxa anual de desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram suprimidos 5.516,69 km² de vegetação nativa, o menor valor da série histórica do monitoramento Prodes Cerrado, iniciada em 2001.

Impacto prático

  • Situação atual: O bioma atingiu o menor índice de desmatamento desde o início da série histórica, com queda acumulada significativa no último ciclo.
  • O que muda: A redução reflete o fortalecimento das operações de fiscalização ambiental, embora o bioma ainda enfrente desafios críticos de conservação.
  • Quem é afetado: A população e a biodiversidade local, especialmente em áreas de recarga hídrica e regiões sob pressão de expansão agropecuária.
  • Próximos passos: Especialistas apontam a necessidade de monitoramento contínuo, criação de corredores ecológicos e metodologias de restauração que considerem a complexidade genética do bioma.

O panorama histórico do bioma segue crítico, com a perda de 51,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025, conforme mapeamento do MapBiomas.

No Distrito Federal, a pressão da expansão urbana e agrícola ameaça espécies nativas como o pequi, o baru, o araticum e o buriti. Especialistas da Universidade de Brasília (UnB) alertam que a fragmentação de hábitats isola populações vegetais, comprometendo a variabilidade genética e a capacidade de adaptação das espécies frente às mudanças climáticas, que projetam um ambiente futuro mais quente e seco.

Para a recomposição ambiental, especialistas defendem o uso de semeadura direta com um mix abrangente de sementes, superando o modelo de plantio convencional que utiliza poucas espécies. A preservação de áreas de chapadas é apontada como essencial para garantir a infiltração de água e a recarga dos aquíferos locais.

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