ECONOMIA
Plataformas especializadas reportaram recordes na abertura de cadastros e na captação líquida de recursos, refletindo uma mudança na estratégia de diversificação patrimonial dos brasileiros.
A busca por contas globais e aplicações financeiras fora do Brasil registrou um aumento significativo após o período eleitoral de 2026.
Impacto no seu bolso
- Diversificação: A alocação de parte do patrimônio em moeda estrangeira visa reduzir a dependência de ativos atrelados ao CDI e ao cenário político-fiscal brasileiro.
- Acesso facilitado: Bancos e corretoras digitais democratizaram o envio de remessas e o investimento em ações, ETFs e renda fixa internacional.
- Regras tributárias: A Lei nº 14.754/2023 estabeleceu alíquota de 15% sobre rendimentos no exterior, simplificando a tributação e incentivando a regularização.
- Uso das contas: Além de despesas em viagens, as contas globais são utilizadas para manter reservas em dólar e acessar mercados com setores pouco representados no Brasil.
O movimento, que anteriormente era restrito a investidores de alta renda, agora abrange perfis mais conservadores e de varejo. A facilidade de acesso proporcionada por bancos e corretoras digitais, aliada à busca por proteção contra a volatilidade do mercado local e à simplificação tributária, tem consolidado a internacionalização como uma prática recorrente.
Especialistas apontam que a principal mudança não é apenas o interesse pela diversificação, mas a continuidade dos aportes. Em vez de movimentações pontuais motivadas por oscilações cambiais, os investidores têm adotado estratégias de longo prazo. Dados do Banco Central indicam que o número de declarantes de ativos no exterior segue em trajetória de crescimento, acompanhando a expansão das bases de clientes das instituições financeiras que operam no segmento.
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