ECONOMIA
O desempenho positivo foi puxado pelo complexo soja, carnes, produtos apícolas e frutas.
As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia registraram um crescimento de 14,8% em receita nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo comercial entre os blocos, iniciado em maio de 2026. Dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária, indicam que as vendas somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro, superando o mesmo período de 2025. Em volume, o avanço foi de 8,1%, totalizando 17,74 milhões de toneladas.
Impacto no seu bolso
- O que mudou: Aplicação de preferências tarifárias que facilitam o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.
- Valores e indicadores: Superávit comercial do setor com o bloco europeu subiu 17%, atingindo US$ 10,54 bilhões no período.
- Quem é afetado: Produtores de café, carnes, frutas e grãos, que contam com reduções graduais de tarifas até 2030.
- Quando vale: A aplicação provisória do acordo está em vigor desde 1º de maio de 2026.
As exportações de carnes dobraram em valor, com alta de 103,5%, enquanto o setor de mel registrou expansão de 367%. O complexo soja manteve a liderança na pauta, com receita de US$ 4,19 bilhões, um aumento de 34,2% em relação ao ano anterior.
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios para manter o ritmo das exportações, como a necessidade de adequação a exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade, incluindo o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). O acordo, assinado em janeiro de 2026, ainda aguarda procedimentos de ratificação para entrar em vigor de forma definitiva.
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