DISTRITO FEDERAL
Distrito Federal teve o menor índice entre as unidades da Federação avaliadas; média nacional ficou em 2,93%.
O Distrito Federal registrou 2,10% de inadimplência de aluguel em setembro de 2026, ante 2,04% em agosto. Apesar da alta, o resultado foi o menor entre as unidades da Federação analisadas e ficou abaixo da média nacional, de 2,93%.
Os números são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), elaborado pela Superlógica. A variação mensal no DF foi de 0,06 ponto percentual.
Aluguéis de menor valor tiveram mais atrasos
No recorte nacional por faixa de preço, os contratos de até R$ 1 mil apresentaram as maiores taxas de inadimplência: 7,41% nos imóveis comerciais e 5,99% nos residenciais. Neste último grupo, o percentual havia sido de 6,13% em agosto.
Os menores índices ficaram na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil, com 1,72% nos imóveis residenciais e 3,28% nos comerciais. Entre os aluguéis acima de R$ 13 mil, as taxas de setembro foram de 5,75% e 4,32%, respectivamente.
Considerando todas as faixas de aluguel, os imóveis comerciais tiveram inadimplência de 4,11%, abaixo dos 4,22% de agosto. Nos apartamentos, o índice passou de 2,13% para 2,12%; nas casas, de 3,30% para 3,23%.
Centro-Oeste manteve a menor taxa regional
A inadimplência no Centro-Oeste passou de 2,60% em agosto para 2,62% em setembro. Ainda assim, a região teve o menor percentual do país pelo segundo mês consecutivo. No outro extremo, Nordeste e Norte registraram 5,08% e 4,45%, respectivamente.
Dentro do Centro-Oeste, o índice dos imóveis comerciais subiu de 3,71% para 3,96%. Os apartamentos também tiveram aumento, de 1,71% para 1,73%, mas mantiveram a menor taxa entre os tipos de imóvel. Nas casas, houve queda de 3,59% para 3,29%.
Especialista aponta influência da renda e dos juros
Na avaliação do especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino, a estabilidade de trabalho e renda associada ao funcionalismo público ajuda a explicar o resultado do DF. Ele considera que esse efeito também alcança o comércio e os serviços que dependem do consumo desses trabalhadores.
O especialista pondera que os juros e o endividamento das famílias pressionam o orçamento disponível para o aluguel. Para ele, inquilinos de menor renda tendem a depender mais dos ganhos mensais, o que os deixa mais vulneráveis a perdas de emprego ou de rendimento.
Impacto no seu bolso
- Distrito Federal: inadimplência de 2,10% em setembro de 2026, ante 2,04% em agosto.
- Comparação nacional: média de 2,93%; o DF teve a menor taxa entre as unidades da Federação analisadas.
- Centro-Oeste: índice de 2,62%, o menor entre as regiões pelo segundo mês consecutivo.
- Aluguéis de até R$ 1 mil: no país, taxas de 5,99% nos imóveis residenciais e 7,41% nos comerciais.
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