ECONOMIA
O economista José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou apoio a propostas do economista André Lara Resende para a condução da política econômica. Em um documento divulgado nesta segunda-feira (2), Gabrielli defendeu o fim do que classificou como “pensamento único” nos debates econômicos e criticou medidas de austeridade que possam impactar a população.
O documento de 11 páginas, intitulado “Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027”, argumenta que o governo deve buscar a queda dos juros por meio de um ajuste progressivo de gastos e receitas. Gabrielli destacou que a proposta de Lara Resende para um mecanismo mais amplo que o Conselho Monetário Nacional (CMN) merece atenção especial para evitar o descompasso entre as decisões sobre gastos públicos e a taxa básica de juros.
A discussão sobre o tema ganhou força após especulações sobre um possível encontro entre o presidente e o economista, embora o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tenha negado a existência de agenda marcada ou de discussões formais sobre a adoção de tabelamento de juros no governo. O apoio de Gabrielli soma-se a manifestações de outros integrantes do campo progressista, que veem nas ideias de Lara Resende alternativas para o enfrentamento da política fiscal.
Informações: Ministério da Fazenda.,
Entenda o caso
- Proposta central: Criação de um conselho para coordenar as políticas fiscal e monetária, visando reduzir conflitos de objetivos no curto prazo.
- Medidas sugeridas: Redução gradual da taxa Selic para cerca de 7,5% ao ano em um período de 12 meses.
- Diagnóstico: O custo dos juros, e não o déficit primário, é apontado como o principal motor do crescimento da dívida pública.
- Repercussão: A manifestação de apoio gerou divergências internas no Partido dos Trabalhadores (PT) e apreensão no mercado financeiro.
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