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A Ucrânia denunciou nesta segunda-feira (2) uma série de bombardeios russos contra uma escola que servia como ponto de distribuição de ajuda humanitária na região de Zaporizhzhia, no sul do país. O ataque, que resultou em pelo menos 26 mortes, ocorreu poucas horas após o encerramento de um cessar-fogo local.
A suspensão dos combates, que vigorou entre a última terça-feira e o domingo, havia sido negociada pela primeira-dama dos Estados Unidos para permitir uma missão humanitária na cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia. Durante o período, não houve registros de violações, mas fontes ucranianas relataram que Moscou utilizou a pausa para reforçar suas posições militares na área.
O Kremlin, por meio de seu porta-voz, não negou o reforço das tropas, classificando a movimentação como uma prática normal em situações de cessar-fogo. Novas negociações mediadas pelos Estados Unidos para discutir o fim do conflito estão previstas para ocorrer ainda este mês.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.
Entenda o caso
- Onde e quando: O ataque ocorreu na região de Zaporizhzhia, vizinha a Kherson, logo após o término de uma trégua humanitária no domingo (1º).
- Principais informações: A escola atingida distribuía suprimentos essenciais. Segundo autoridades ucranianas, houve um primeiro bombardeio aéreo seguido por um segundo ataque com nove bombas contra o abrigo onde civis se refugiavam.
- Vítimas: Entre os 26 mortos confirmados, estão um policial e dois socorristas do Serviço Estatal de Emergências.
- Próximos desdobramentos: O governo ucraniano classificou a ação como um massacre e prometeu uma resposta, afirmando que o episódio encerra as expectativas de avanços imediatos rumo à paz.
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