ECONOMIA
Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta terça (3) e quarta-feira (4), aliados do governo federal elevaram o tom das críticas ao mercado financeiro e à manutenção da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano. O debate ocorre em um cenário de incertezas fiscais e volatilidade nos indicadores econômicos após o segundo turno das eleições presidenciais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou que não há encontros agendados entre o presidente da República e economistas para discutir mudanças estruturais na política monetária, como a proposta de um novo arranjo fiscal e monetário. O governo federal mantém o foco na articulação de medidas de ajuste fiscal para estabilizar as expectativas do mercado e assegurar o cumprimento das metas estabelecidas. Informações: Ministério da Fazenda.
Entenda o caso
- Contexto: O mercado financeiro revisou expectativas de cortes na Selic após a reeleição do presidente da República, com apostas majoritárias apontando para a manutenção da taxa em 13,75% nesta reunião.
- Pressão política: Parlamentares governistas têm utilizado redes sociais para questionar a influência do mercado sobre a política monetária, defendendo a redução dos juros e criticando o que classificam como especulação financeira.
- Posicionamento oficial: O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem atuado como porta-voz da política econômica, negando propostas de tabelamento de juros ou uso de reservas cambiais e reforçando o compromisso com o diálogo e a responsabilidade fiscal.
- Próximos desdobramentos: A decisão do Copom será divulgada ao final do encontro desta semana, sendo a última reunião do ano agendada para os dias 8 e 9 de dezembro.
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